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Vendas Novas – Porta do Alentejo "As duas planuras que emergem suavemente inclinadas dos estuários do Tejo e do Sado, a leste da península de Setúbal, formam, pelo seu encontro mal definido um planalto abaulado que se vai erguendo a pouco e pouco para Este e depois se inclina a Sueste, limitando assim, através daquela região, ontem charneca deserta e ingrata, hoje fértil campina - esmaltada de foros, vinhas, montados e pinhais - os domínios hidrográficos dos dois grandes rios do nosso país. Quem segue o dorso deste planalto até ao limite dos terrenos arenosos do plioceno (fundo do mar do período terciário), com o maciço mais antigo, granítico-argiloso do Alentejo, encontra o local onde se estende num plano quase horizontal e ao comprido de uns três quilómetros, a moderna e progressiva vila de Vendas Novas"... sede do Concelho do mesmo nome.... (extraído da obra do Dr. Aleixo: "Vendas Novas, a Activa")

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Capela-Real Neve Cegonhas

É de antiga tradição local que a origem do primitivo núcleo de população e até do próprio nome de Vendas Novas, se deve à existência, em tempos recuados de umas Estalagens aqui mandadas construir. A escolha deste local para construção das duas estalagens deve ter sido determinada por motivos de ordem prática: a distância de um dia de viagem (cerca de 45 km) a que ficava, para os transportes da época, de Aldeia Galega (Montijo), e a existência das nascentes de “Vale de Pêgas”. A água represada no ribeiro que então formava essas nascentes era em quantidade suficiente para as necessidades dos viajantes e dos animais. Terá sido a abertura do caminho para a Posta do Sul, através da charneca, em 1526, e a construção quase simultânea das duas Estalagens, ou Vendas (a da Mala-Posta, em 1526, e a do Duque D. Teodósio I, cerca de 1530), os três factores determinantes do estabelecimento do núcleo populacional primitivo. A região entre Aldeia Galega, hoje o Montijo, e Montemor-o-Novo, constituía, no tempo de D. João II, uma vasta charneca que este rei reservava, na sua quase totalidade, para as caçadas reais. Em 1728, com a construção do Palácio, mais tarde chamado "das Passagens", por ordem de D. João V, assistiu-se ao acontecimento de maior importância da época na vida desta terra, então um pobre lugarejo a que as estalagens davam vida. O Palácio, importante para o povoado na altura da construção, veio trazer novo e decisivo impulso, quando nele se implantou a Escola Pratica de Artilharia. (extraído da obra de Artur Aleixo Pais: "Vendas Novas - Das origens do Povoado a Sede de Concelho")

Hoje este local, albergue de gerações de diversas origens, que aqui se fixaram em busca de melhores condições de vida, arrastadas pela ilusão fabril da década de sessenta, transformou-se numa pequena cidade, um pouco incaracterística em termos arquitectónicos. Aqui, nativos, ou simplesmente residentes por opção, vão transformando este lugar, marcando o tempo e o espaço por vezes bem, outras nem tanto... Este local chama-se Cidade de Vendas Novas e fica aqui: